sexta-feira, 14 de novembro de 2008

12/11/ 2008 - Manchete do Jornal Nacional: " Briga provoca destruição em escola de SP
O quebra-quebra começou depois de uma discussão entre duas alunas. A partir de então, os estudantes se dividiram em dois grupos e começaram a brigar até a polícia chegar."
Alguns trechos da reportagem: Vidros quebrados, carteiras jogadas pelas janelas. O pânico se espalhou na Escola Estadual Amadeu Amaral. Para se proteger, os professores se trancaram em uma sala. (...) Numa carta, os professores contaram que os alunos tentaram até colocar fogo na escola. E já disseram que "vão botar o Amadeu no chão". Só depois que a polícia entrou na escola, a situação foi controlada. (...) Umas cenas foram registradas por um vizinho há duas semanas. Em cima do telhado, os alunos começam a depredação. Numa pesquisa feita em 2006 com professores do ensino público de São Paulo, a agressão física foi citada por 82% dos entrevistados como rotineira nas escolas, 85% falaram também sobre atos de vandalismo e 93% disseram que os alunos provocaram a violência. (...)“Os professores deixam a profissão, porque eles entram em depressão, por conta do grau de violência. Alguns ficam com síndrome do pânico”, conta Maria Isabel Noronha, da Associação de Professores de São Paulo.

A que ponto chegamos? Não há outro sentimento a não ser de indignação! Como serão os adultos de amanhã, se os jovens de hoje não respeitam os pais, os professores e não se respeitam? O ambiente escolar que era para ser um local onde se aprende, se ensina, se educa virou ambiente de disputa, guerra e violência declarada. Os professores não conseguem cumprir seu papel, estão acuados, amedrontados diante de uma juventude que vai à escola não para aprender a ler, escrever ou fazer contas e sim para mostrar seu domínio, a que grupos pertencem e quem é o mais forte.
Nas escolas públicas a situação é muito pior, a depreciação do ensino, aliado à políticas públicas que diminuem a cada dia a autonomia do professor nas questões pedagógicas fazem com que jovens frequentem a escola apenas para "tirar o diploma".
O que faremos? Onde está a solução? Será utopia lutar por um mundo melhor, por uma escola melhor, por famílias melhores? Qual a responsabilidade da escola em situações como a citada na reportagem?
Os professores que deveriam ser os protagonistas, agora são coadjuvantes de um cenário de terror e violência, conduzido por jovens que perderam a noção do papel da ESCOLA!

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